"Quem terminna seus dias numa queda de cavalo ou se afoga ao cruzar um rio volumoso teve, na maioria dos casos, uma vida mais feliz que aquele que morre de apoplexia num escritório ou sala de jantar..." Willian Henry Hudson
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26-09-2010
Nova via tradicional na Grande Vitória: Quebra-Côco
Dia 22/Ago Zé Márcio, Sandro e Luca deram início a mais uma via tradicional na Grande Vitória, no Calogi. Dia 26/Set, na segunda investida e com o Dudu também dando uma força, chegaram ao cume e deram mais uma protegida na "Quebra-Côco", uma via de "4º V D2 E2, 160m" (quem for lá confere a graduação). Quebra-côco é um tipo de armadilha e foi encontrada uma na mata, durante o acesso.
O Calogi é é uma montanha que fica à esquerda da Br101 (indo pro norte), na altura do Posto de Combustível abandonado que fica uns 3Km após o Posto da Polícia Rodoviária Federal da Serra.
A via tem 4 paradas, sendo as 3 primeiras em árvore. Depois rola uma caminhada bem íngreme até uma pequena parede repleta de fendas que pode ser contornada para dar acesso ao cume. Este é tomado de vegetação mas o visual é fantástico e acredita-se que eles foram os primeiros a pisar lá.
16-09-2010
Nova via no Setor do Estacionamento, em Viana
Zé Márcio e karapeba abriram mais uma via no Setor do Estacionamento, em Viana. Fica entre a Apnéia e a PorKids.
Tem quase 20m, bem vertical mas cheia de agarras. Eles acreditam que a graduação é 6sup, mas quem for lá confere.
O nome da via é "Elo Perdido".
09-09-2010
Montanhismo no Programa Esculacho da Rádio Cidade
A escalada e o montanhismo tiveram uma ótima oportunidade de se apresentar hoje aos ouvintes da Rádio Cidade. Foi através do Programa Esculacho, feito ao vivo, às 13h, na forma de entrevistas divertidas e que, desta vez, contou com a presença de Zé Márcio falando de montanhismno e escalada e o dono do Chalé Rio da Montanha explicando como funciona o Rafting na região.
08-09-2010
Escalada na Agulha do Diabo
Na madrugada do dia 04 de setembro de 2010 eu, Xandinha, Ivanor e Aline saímos rumo ao estado Rio de Janeiro, para escalar a Agulha do Diabo, uma das escaladas mais desejadas do mundo, no Parque da Serra dos Órgãos.
Chegamos no parque por volta das 13h e após resolvidas as burocracias iniciamos nossa caminhada na trilha do Sino, em direção ao abrigo 4. Depois de muita ralação, subindo um desnível de aproximadamente 2 km com mais de 10 km de distância, chegamos ao abrigo por volta da 20h. Nos alimentamos e fomos descansar para o ataque ao nosso objetivo principal.
Acordamos as 3:30h, tomamos um humilde café com leite e as 4h saímos em direção a montanha. Descemos a trilha até a Cota 2000 e entramos em outra trilha em direção ao Descampado Paquequer. Para nosso azar, mesmo com o GPS do Ivanor nos orientando, na descida nos perdemos e fomos parar no meio de um mato sinistro que nos atrasou por 1h. Ao reencontramos a trilha, chegamos em cima do Paquequer e passamos por um grupo com 6 escaladores que se preparavam para sair, pedimos informações sobre a trilha e continuamos. Rapidamente chegamos ao vale da geladeira, ai conseguimos avistar pela primeira vez a Agulha, e começamos a descer. Quando chegamos ao fundo do vale encontramos uma poça de água e começamos a sugá-la, quando ouvimos as vozes do grupo se aproximando, voltamos a subir desesperadamente e finalmente chegamos na base da via.
Para nossa surpresa não havia ninguém na nossa frente e quando o grupo nos alcançou já estávamos nos equipando. Um deles nos disse que nunca tinha visto a via tão seca e em tão boas condições para escalar. Como o início da via era cheia de voltas, paramos quatro vezes, com pouco avanço. Ivanor começou guiando uns 8 metros, depois eu, numa lateral para a esquerda, mais uns 10m. Ele seguiu num lance de mais uns 10m e eu mais uns 20m de escalaminhada até a entrada da chaminé onde realmente começava a via.
Ivanor seguiu em direção ao fundo da chaminé e começou a escalar. Após subir os primeiros metros pelo lado de fora, entrou novamente na chaminé atravessando-a em sentido contrário. No outro extremo encontrou grampos para continuar a subida. Passou a parada, sem ver, e parou no lance do cavalinho, que é no outro extremo. Cheguei até ele admirado com a incrível vista, e continuei o que acredito terem sido os trechos mais adrenantes da escalada.
Passei o cavalinho e entrei novamente na chaminé, é um zique-zaque danado, fui caminhando até o meio da parede e encontrei a linha com os dois primeiros grampos de um lado e mais dois do outro lado, esses bem mais distantes. No lance da unha, passei pela aresta do lado de fora da chaminé e cheguei no cabo de aço que dá acesso ao cume, daí rapidamente fiz o lance e preparei a segurança para o Ivanor, que me alcançou as 10h. Apreciamos um pouco a vista e observamos o avançar das nuvens cobrindo todo o vale e as montanhas. Assinamos o livro e rapelamos já com o tempo todo encoberto. De volta no Paquequer encontramos os escaladores Pedro e o Paulo, uma dupla que tentaria escalar a Agulha no dia seguinte, demos algumas dicas e seguimos em direção ao abrigo 4 com a missão cumprida.
Chegando ao abrigo o restante do dia foi só descanso e planos para o restante do feriado. Planejamos descer no outro dia, para procurar um lugar na cidade para dormir na intenção de escalar a via Teixeira no Dedo de Deus. Mas as notícias eram de chuva forte na cidade o que nos obrigou passar o dia 06 todo no abrigo. De noite, a dupla Pedro e Paulo chegaram no abrigo. Eles nos falaram que não haviam conseguido escalar a Agulha, pois já estava molhada. No meio da conversa combinamos de tentar escalar o Nariz do Frade e a Verruga, aproveitando para fazer a travessia da neblina, para partimos em grande estilo.
No dia seguinte (07 de setembro) acordamos as 5h e após o café, esse bem tranquilo, iniciamos nossa jornada. A descida foi inacreditável, dava pra ver tudo e quando pegamos a trilha da neblina, a paisagem ficou ainda mais impressionante. Dava pra ver o Dedo, a Agulha, o Sino, as montanhas dos Santos, Teresópolis e finalmente o Nariz e a Verruga do Frade.
Fizemos a aproximação e escalamos uma chaminé super apertada, só joelhos, e exposta na sua primeira enfiada. O outro lance foi rápido e logo alcançamos o cume. Rapelamos e continuamos a trilha, fizemos mais um rapel no Paredão Roi-roi, guardamos os equipos e continuamos a magnifica trilha, chegando a Barragem, onde começa a trilha do Sino, aproximadamente as 14h. Nos arrumamos despedimos dos colegas de aventura que seguiram pro Rio e pegamos a estrada, chegando em Vila Velha mais ou menos as 10h.
Agradecimentos especiais vão para Xandinha e Aline que nos acompanharam nessa aventura, com muita disposição. Para os amigos Zé Márcio e Porko que nos deram inúmeras dicas que ajudaram bastante na definição de nossa logística. Ao Redir, que nos deu informações sobre a hospedagem no Abrigo, aos amigos Dunada e Dagoberto, que participaram da investida inicial que acabou nos instigando a repetí-la e aos escaladores cariocas Pedro e Paulo que nos acompanharam e nos ajudaram na trilha da Neblina e na escalada do Nariz do Frade. (Fabrício Amaral)
07-08-2010
Acidente na via "Principal", em Cachoeiro
Sábado, dia 7, logo após o meia-dia, três escaladores, Amaral e Zé Márcio, de Cachoeiro, e Maurício, de Porto Alegre, passaram por uma situação difícil na via "Principal", no Complexo do Itabira. Maurício caiu ao quebrar uma agarra numa enfiada que guiava. Estava a mais de 200m da base e já quase na metade da via. Teve fratura exposta na perna direita, na altura do tornozelo, e luxação no pé esquerdo, não conseguindo mais se apoiar na rocha. Após os procedimentos de emergência, inclusive com contenção do sagramento, os outros dois conseguiram levá-lo até a base, chegando lá às 15h. A descida pela mata foi a parte mais difícil do socorro e consumiu mais umas 4h. Às 9h da noite o escalador foi submetido a uma cirurgia de emergência em Cachoeiro. Uma nova cirurgia deverá ser agendada para os próximos dias. Alguns meses de recuperação e esperamos tê-lo de volta às escaladas.
01-08-2010
Conquista da via "Fiote de Largato"
A via fica no Pontãozinho de Castelo, tem 50m de extensão, é toda com proteção natural e dá acesso ao cume do totem que fica na pedra maior.
http://www.ace-es.org.br/scripts/croqui.asp?via=201
14-07-2010
ACE no Conselho do Frade e a Freira
Tomou posse hoje o Conselho Consultivo do Monumento Natural Frade e a Freira. Após três dias de capacitação, onde a ACE, representada no 3º dia por Zé Márcio, Caio aFeto e Roney DuNada, os 15 conselheiros foram enfim empossados. A cadeira da ACE tem José Márcio como titular e Jakson Porko como suplente. A solenidade foi em Rio Novo do Sul e, além dos Órgãos e Entidades envolvidas, contou também com representantes dos quatro municípios do entorno da Unidade.